AS INUSITADAS SUCULENTAS

No início desta semana, mostramos aqui uma mesa decorada exclusivamente com Suculentas, com arranjo preparado pelo nosso querido Marcinho, da Milplantas. Já fazia muito tempo que sonhávamos com um arranjo assim, simples, descomplicado e com um quê de inusitado que nos fascina.

Com a ajuda, sempre imprescindível e muito carinhosa, de Sergio Oyama Junior, do belíssimo Orquídeas no Apê, hoje mostraremos a vocês como é fácil manter essas graciosas plantas em casa. E, quando der vontade, elas podem tranquilamente sair do jardim diretamente para a mesa.

FlorDaSemana09

As Suculentas pertencem a diversas famílias do reino vegetal, tais como a Cactaceae, Crassulaceae e Alzoaceae. Em comum, elas têm a capacidade de armazenar grandes quantidades de água em suas raízes, caules e folhas. Por esta razão, costumam ter folhas e caules mais espessos, de aparência ‘gordinha’. Daí o termo Suculenta. Muitas lembram pequenas esculturas em pedra. Tanto é assim que a Echeveria, por exemplo, é conhecida como rosa de pedra.

Os cactos são um exemplo típico de Suculenta. No entanto, além dele, existem milhares de outros gêneros e espécies nesta categoria.

Ao contrário das orquídeas e bromélias, em sua maioria adaptadas a ambientes úmidos e tropicais, as Suculentas são capazes de sobreviver em regiões quentes e áridas, podendo ficar longos períodos sem água.

Estas características tornam as Suculentas ideais tanto para quem quer começar a cultivar suas plantas como para quem é um pouco esquecido, ou não tem muito tempo ou paciência para cultivar um jardim.

A rega das Suculentas é ocasional, apenas quando a terra estiver seca. Ela pode ocorrer até mesmo a cada quinze dias. Aqui, na verdade, o excesso de regas pode acabar matando as plantas. Quando cultivadas em terrários, as Suculentas podem chegar a passar meses a fio sem serem regadas.

De modo geral, as Suculentas apreciam bastante luminosidade, preferencialmente sol direto. É curioso notar que as plantas cultivadas em ambientes pouco iluminados apresentam uma aparência bastante diferente da natural. Nesses casos, elas tendem a ficar finas e compridas, devido a um processo chamado estiolamento que, na prática, é uma tentativa de a planta se ‘espichar’ em busca de luz.

Além de serem lindas, fáceis de cuidar e apresentarem uma enorme variedade de cores e formas, as Suculentas podem ser multiplicadas de maneira bastante simples. Geralmente, qualquer folha gorducha que cai na terra acaba desenvolvendo raízes e gerando uma nova planta.

Cultivar um jardim assim é realmente muito fácil! Quem se habilita?

Sergio Oyama Junior é o biólogo, fanático por orquídeas e idealizador do Orquídeas no Apê, blog dedicado a essas lindas flores. Neste espaço, Sergio, que é graduado em Biologia pela Unicamp e pós-graduado em Bioquímica pela USP, gentilmente divide conosco um pouquinho do seu vasto conhecimento sobre as mais diversas plantas e flores, incluindo, é claro, as orquídeas.

Deixe uma resposta

Comentários