CÁSPIA: A LAVANDA DO MAR

Nesta semana, mostramos a vocês aqui uma mesa delicada e romântica, toda em tons de rosa e azul, pensada para criar uma atmosfera leve e agradável em torno de uma das louças pelas quais somos completamente apaixonadas: a Farfalle Fiorite, da Richard Ginori, à venda na Theodora Home.

Aliás, embora nossa mesa tenha sido montada para reunir oito convidados, ela também cairia muito bem para um jantar a dois no Dia dos Namorados.

Para harmonizar com uma mesa assim, o querido Marcinho Leme, da Milplantas, criou belíssimos arranjos levando orquídeas Cymbidium e Phalaenopsis e uma gracinha de flor chamada Cáspia.

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Foto: Pinterest.

As orquídeas Cymbidium e Phalaenopsis já estrelaram nosso quadro dedicado à Flor da Semana, como vocês podem conferir aqui e aqui, respectivamente. Assim, hoje é a vez de falarmos sobre a Cáspia, com a sempre imprescindível ajuda do talentoso Sergio Oyama Junior, do Orquídeas no Apê, que, mais que um colunista, consideramos um amigo querido por quem temos a mais profunda admiração.

A Cáspia é uma flor de origem mediterrânea, também conhecida como Estátice ou Lavanda do mar. Trata-se de um conjunto de plantas de diversas espécies pertencentes ao gênero Limonium, conhecidas por se desenvolver ao longo de prados próximos ao mar. O termo Limonium deriva da palavra grega leimon, que significa prado.

As flores da Cáspia organizam-se em inflorescências que lembram as da Lavanda. Elas podem ser encontradas nas cores branca, amarela, lilás, vermelha e púrpura. Outras variações de tonalidades, inclusive bicolores, podem ser encontradas nas Cáspias híbridas.

Além de bastante popular no paisagismo, a Cáspia também é frequentemente utilizada em arranjos, como flor de corte – como fizemos na mesa que mostramos a vocês aqui. Também é comum seu uso como flor desidratada, podendo ser artificialmente colorida em diferentes tons.

A Cáspia dever ser cultivada em locais bem iluminados, de preferência sob sol pleno. Trata-se de uma planta de porte herbáceo, de fácil cultivo e bastante resistente. Ela floresce na primavera e no verão, apreciando, contudo, climas mais amenos e solo bem drenado.

Para confeccionar os tradicionais arranjos desidratados, devem-se pendurar os maços de Cáspia de cabeça para baixo, de modo a preservar as hastes eretas. O ambiente deve ser seco e fresco. Para melhor manutenção das cores, as flores devem ser protegidas da incidência de luz.

Esperamos que tenham gostado das Lavandas do Mar. Vale a pena misturá-las com outras flores para dar volume ao arranjo, como fizemos aqui ou, ainda, preparar vasinhos apenas com elas.

Um beijo!

Sergio Oyama Junior é o biólogo, fanático por orquídeas e idealizador do Orquídeas no Apê blog dedicado a essas lindas flores. Neste espaço, Sergio, que é graduado em Biologia pela Unicamp e pós-graduado em Bioquímica pela USP, gentilmente divide conosco um pouquinho do seu vasto conhecimento sobre as mais diversas plantas e flores, incluindo, é claro, as orquídeas.

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