DA COR DO SOL: CALÊNDULA

Ela tem muitos nomes e é conhecida por sua graciosidade e delicadeza. A Calêndula, nossa eleita de hoje, tem também propriedades medicinais e adora a luz do dia!

Com pesquisa do nosso colaborador, biólogo e botânico, Anderson Santos, vamos conhecer mais sobre essa flor de cores vibrantes e presença solar. Obrigada, Anderson, por compartilhar tanta informação interessante, abastecendo os curiosos e apaixonados pelas flores e plantas, como nós!
flor Calêndula

Calendula é um gênero que pertence à família botânica Asteraceae, a mesma da margarida, girassol e alcachofra. São conhecidas cerca de 30 espécies de Calêndulas, sendo que a mais cultivada em várias partes do mundo é Calendula Officinalis, a nossa flor da semana. No Brasil, essa espécie recebe diferentes nomes, sendo eles: Calêndula, calêndula-hortense, maravilha, maravilha-dos-Jardins, malmequer, malmequer-do-jardim, flor-de-todos-os-males, margarida-dourada e verrucária. A origem de Calendula Officinalis na natureza não é precisa, mas há indícios de que ocorria de forma nativa no Egito, Europa central, leste e sul, Ilhas Canárias e Região Mediterrânea.

A Calêndula é uma planta herbácea que cresce, no máximo, 60 cm de altura. Mesmo quando há pouca quantidade de água no solo a planta consegue absorver o que precisa, já que possui raízes bem finas e em grande número. As folhas são intensamente verdes, que chegam a ter 20 cm de comprimento, sendo relativamente grandes quando comparadas com a altura da planta. As flores são muito pequenas e se agrupam em inflorescências do tipo capítulo, bem parecidas com as flores dos girassóis, inclusive com cores semelhantes, variando do amarelo ao alaranjado.

O nome Calendula é derivado da palavra latina Calendae que significa “primeiro dia de cada mês”, de onde se derivou também a palavra calendário. O cultivo de calêndula é bastante amplo e está presente em vários lugares do mundo por ser utilizada como planta ornamental, além de ter propriedades medicinais e forte uso na indústria de cosméticos. Quando inseridas em plantações agrícolas, as Calêndulas atuam como inseticidas naturais, já que exalam um odor característico. As inflorescências são utilizadas, tanto popularmente, quanto pela indústria alimentícia, para condimentar sopas, ensopados, omeletes, queijos, carne assada, bem como para colorir manteiga, pudins e licores. As folhas e os caules também são utilizados como temperos. A indústria cosmética e farmácias de manipulação utilizam calêndula na composição de cremes hidratantes e cremes que são utilizados para curar lesões causadas por raios solares, pois a ação cicatrizante da planta é comprovada cientificamente. Além disso, outras atividades farmacológicas já foram comprovadas como: antimicrobiana, fungicida, antisséptica, analgésica, diurética, dentre outras. Apesar de utilizada pela medicina popular, a ingestão de chás preparados de modo caseiro, auxilia no combate a algumas patologias, porém tem potencial abortivo, devendo ser evitado por gestantes.

A calêndula é uma planta que se adapta bem aos solos ricos em matéria orgânica, úmidos e bem drenados. A melhor forma de cultivo é através da semeadura direta no solo. No Brasil, recomenda-se que as sementes sejam semeadas de julho a agosto e a adubação orgânica como cascas de frutas, folhas e esterco auxilia na obtenção de plantas mais resistentes à pragas e doenças.

Apesar de resistir a pouca disponibilidade de água no solo, não tolera a seca, sendo necessário manter o solo sempre úmido, quando plantadas em vasos ou canteiros. A floração mais intensa ocorre no final da primavera até o final do verão. As flores abrem ao nascer do sol e fecham ao entardecer e, dependendo do ambiente, as flores podem ter variações de cor e tamanho. As sementes de calêndula são facilmente encontradas em boa parte do Brasil, em lojas de jardinagem e floricultura.

Esperamos que tenham gostado! Aproveitamos para lembrar que toda quarta-feira publicamos aqui a coluna Flor da Semana!

Beijos!

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